Lucas,

Ainda é muito estranho pra mim te escrever assim, esperando que onde quer que você esteja você possa saber do que se trata este texto. Você era jovem demais…
Nós nem éramos próximos, primos tão distantes, e a sua partida me acertou de um jeito que eu nunca imaginei. Talvez porque você tivesse a idade da maioria dos meus amigos. Talvez porque nós tenhamos crescido perto. Talvez porque sua mãe emprestada é uma das mulheres mais importantes da minha vida. Talvez porque sua menininha seja do mesmo tamaninho do Miguel, que eu não imagino viver sem o pai. Eu realmente não sei.

Esse texto não diz nada, na verdade. Talvez nada que alguém gostaria de saber antes de morrer, eu acho. Não posso prometer ficar ao lado da Raquel, você sabe que a gente mal se conhece. Também não posso jurar que cuido da Maria Luiza, ela nem deve se lembrar de mim.

Eu só quero mesmo dizer o quanto eu sinto. E agradecer por umas coisas, que talvez seja tarde demais. É que você foi o irmão do meu irmão quando eu não podia estar perto dele. E ele sempre falou tanto e tão bem de você. E ele está muito muito triste com a sua partida, e isso também parte meu coração.

Como eu disse antes, esse texto não diz absolutamente nada de importante, apenas que eu sinto muito.

Vá em paz.

(outras) Miguelices

— Mamãe, fica escuro!
— Eu não sei ficar escuro, como é ficar escuro?
*Miguel fecha os olhos* — Assim!

***

Miguel está com vontade de fazer xixi e, ao invés de ir ao banheiro, fica se contorcendo pela casa.
Tiago: — Miguel, para de segurar esse pinto e vai fazer xixi!
Miguel: — Pinto não, pinto é feio.
T: —  E como é, então?
M: — Peru!

***

— Miguel, tia Ana sentiu tanta saudade de você!
— Então fica aí.

***

Ao telefone:
— Tia Ana, to comendo pizza italiana delicia!
— Guarda um pedacinho pra mim!
— Tudo meu, nham nham pizza.

***

Miguel: — Tia Ana, me leva no shopping pra eu comprar um carrão.
Cunhada: —Filho, você tem dinheiro pra comprar um carrão?
M: — Não, mas a tia Ana vai me dar.

 

Três

Meu pequeno,

O dia de ontem veio e se foi tão depressa, e apesar de eu te pensado em você o tempo inteiro, não deu pra escrever como nos outros dois anos.
Acho que você não se importa de eu ter deixado pra escrever hoje, não é mesmo? Até porque você deve ter ficado tão entretido brincando com seus tantos brinquedos novos, que nem se importou com a falta dessa carta tão chata e cheia de mais do mesmo.

166026_458266804265074_198175432_nVocê ontem fez três anos, e às vezes eu acho que foi ontem que você vinha ao mundo, num embrulho tão cuidadoso que parecia de presente pra nós. Outras vezes, porém, eu acho que minhas contas não devem estar certas, porque você é muito muito esperto! É claro que a criança da gente é sempre a mais esperta, mais legal, mais inteligente, mais feliz do mundo, mas você é diferente. Eu sei que é.  O meu encantamento por você não tem fundamento só na minha corujice de tia-madrinha, não. Você é a criança mais esperta e carinhosa que eu já conheci na vida. E, do alto da sua pouca idade, questiona, briga, insiste em não fazer só porque tem que fazer, quer saber o que está por trás daquilo tudo, de onde veio a necessidade, e o que acontece depois dela.

A vovó dá gargalhada e diz que você tem o meu temperamento. Eu dou de ombros e finjo pra ela que não ligo muito, porque eu sou adulta e a gente adulta é meio bobona. A verdade mesmo, é que eu fico muito contente.  Você é um raiozinho de sorriso num dia cinza de triste. A maior doçura da vida inteira é ouvir a sua risada, é ver o quanto você fica feliz quando eu e o titio chegamos na sua casa pra te ver. E daí a gente se dá tão bem, bate o maior papo, você me conta da escolinha e canta as músicas novas que aprendeu e eu te encho de beijinhos do amor mais puro que tem no meu coração, já não tão puro quanto o seu.

Miguel, você é o amor mais terno da minha vida inteira. Desde o momento em que eu soube que você crescia, eu te amei. Não importa o quanto você cresça, o quanto você mude. Esse amor é todinho seu.

Eu te desejo, nesse aniversário, que você continue crescendo saudável assim e inteligente assim. Eu desejo que nesse ano você aprenda muitas outras letrinhas, além do M de Miguel. Que você entenda muitas outras coisas, além do porquê de escovar os dentes todos os dias. Que você continue iluminando nossos dias e nossa vida inteira com esse seu sorriso gostoso e seu cantar mais gostoso ainda.

Feliz aniversário, meu amor!
Te amo demais!

Tia Ana.

Havia sido um dia terrível. Apareceu novamente aquela ansiedade que fazia tempo não lhe aborrecia, e mais uma vez ela se sentiu tão sozinha, que nem um mar de gente lhe sorrindo e dizendo coisas bonitas a impediriam de chorar. Levantou-se da cama, numa de suas últimas tentativas de lutar contra aquele monstro dentro de si, vestiu-se e foi trabalhar. No caminho, não percebeu o céu azul, muito menos que o casaco que escolhera era quente demais pra um dia tão ensolarado. Não notou as flores e o cartão que estavam sobre sua mesa no trabalho. Era dia dos namorados, mas ela jamais saberia que era amada ou quem a amava. Pra falar a verdade, sequer sabia que era dia dos namorados.

Trabalhou, então. Fez tudo o que devia fazer, não parou na hora do almoço. Desejava mais do que tudo ir embora de uma vez. Não sabia o que fazia ali e se arrependia de ter decidido levantar da cama naquela manhã. E às quatro horas, ela voltou pra casa. Passou na farmácia no caminho, devia pegar um daqueles remédios que supostamente ajudariam a adormecer a ânsia, mas na verdade adormeciam a ela. E pensou que seria bom dormir um pouco.

Chegou em casa, tomou um banho, abriu um vinho, leu um pouco. Ouviu suas músicas preferidas. Tomou o dito remédio, mas ela precisava dormir naquele instante, e ainda não estava se sentindo sonolenta, apenas cansada. Então, multiplicou a dose, não saberia dizer por quanto.

Deitou-se e dormiu. Sonhou com uma reunião que era na verdade uma festa para anunciar o seu noivado. Estranhou principalmente o fato de que ela jamais havia visto antes aquele que seria seu noivo. Conhecia e amava todos os outros convidados e não conseguia se lembrar quem era ele. Mas ela sorria, e o noivo sorria, ao contrário de todos os outros. De repente, no entanto, percebeu que todos usavam preto. Passou a notar as lágrimas dos outros convidados, mas deu de ombros porque estava feliz e trocava juras de amor e brindava à vida com aquele homem que ela mal conhecia. E sorriam, felizes. Havia um caixão na festa, mas isso não a perturbou, e sim atiçou sua curiosidade. Quando chegou perto do esquife, porém, pode ver claramente que seu corpo lá jazia. O noivo segurou sua mão e foi aí então que percebeu o quanto a mão dele era gelada e sua tez, pálida. Ele sussurrou ao seu ouvido “está na hora”, e ela então sorriu mais uma vez, abraçou a irmã, jogou um beijo aos pais e sumiu-se nos braços do seu mais novo amor. Não acordou.

Enquanto isso, sobre a mesa que havia sido dela no escritório em que trabalhava, havia um cartão. E o cartão dizia:

“Nos vemos à noite. M.”

Shondanás ataca novamente.

Sim, esse é outro post cheio de spoilers sobre outra season finale de outro seriado que eu acompanho: Grey’s Anatomy.

greys
Nos dois dias que eu demorei pra conseguir assistir essa finale (que foi ao ar na quinta passada), vi tanto comentário enlouquecido, que preciso dize uma coisa apenas: vocês me decepcionam!
Tanta gente falando de tragédia e não-sei-mais-o-quê, e de tragédia mesmo eu só vi o acidente do ônibus. E, claro, o fim de Calzona, que é triste, mas vamos ser sinceros: we saw it coming. Arizona nunca perdoou a Callie por causa da amputação. É, minha gente, eu sei que é tenso. Fazer o quê. E depois, chamaram Hilarie Burton pra trazer à vida uma releitura da minha amada Peyton Sawyer e ela é linda, ela é loura, ela tem uma risada que vamos combinar. Ela é um problemão para casamentos em crise. Como eu disse, nós podíamos prever isso aí. E o pior: eu quero demais que a Lauren passe a ser regular. Pronto, falei.

Peyton Sawyer destruidora de relacionamentos reencarnada

Meredith tendo o bebê e quase morrendo mais uma vez. Pensei que Shonda ia pegar leve com a Mer nessa finale, porque afinal de contas a temporada anterior terminou com ela no meio do mato, a irmã morta, todo mundo bem fodido, mas Shondanás é Shondanás por um motivo. Lógico que a gente tinha a mais absoluta certeza de que ela não ia morrer simplesmente porque ela é a personagem principal desta bodega, mas dá um nervoso, não dá? hahaha. E eu gostei dessa parte do episódio, também. Mer gritando com o Ross, Bailey finalmente de volta à O.R. pra salvar a pupila, Cristina de mãos dadas com Derek, Mer desmaiando, Ross pirando, Bailey parando no meio da notícia e o nosso coração dando pulinhos de WTF, BAILEY? CE MATOU ELA? Enfim. Eletrizante.

McBaby! E o nome dele é Bailey!

E por falar na Cristina… Cristina e Owen. Teve um episódio nessa temporada, eu não lembro qual episódio, em que a Cristina falou pro Alex algo do tipo: “Eu vou perder o Owen. Não agora, mas já está acontecendo. Um dia desses, ele já vai ter ido.” Bem. Chorei. Shippei Crowen desde bem lá no comecinho. Na minha opinião, é o casal desfuncional que mais funciona junto. E é uma droga ele querer ter filhos e ela não. Ela é minha favorita da série e uma das minhas favoritas de todos os tempos, e eu espero que Shonda arrume um jeito de ela ser feliz. E rápido. Yang sabe o que quer e sabe bem o que não quer. Muita gente diz “oh, Cristina, porque você não engravida logo de uma vez blbalbla” e eu digo pra essas pessoas: calem suas bocas. Só em série ter filho é assim fácil. Ela não quer filhos porque ela não quer filhos e é um direito dela não ter filhos. FIN. E o fato de ela não mudar quem é pra agradar as outras pessoas, isso é o que faz ela ser uma das minhas favoritas. Ame-a ou deixe-a.

shoray

Japril. Peo que eu tenho lido, acho que sou a única fã de Grey’s que gosta da April. Ela partiu meu coração na cena em que o ônibus explode e todos achamos que Jackson tinha morrido. Curti muito ela ter ido procurá-lo depois. Só uma coisa me deixou desconfortável: ele disse “Você vai se casar” ao que ela respondeu “A menos que você me dê um motivo”; o que quer dizer que devemos esperar mais ou menos até o meio/final da próxima temporada pra o Jackson resolver que quer ela de volta e dizer isso às vésperas do casamento com o Mathew, apenas porque esse é o jeitinho da Shonda.

Jackson, até eu te quiero

Jalex. FINALMENTE, SENHORAS E SENHORES. Finalmente Alex encontrou uma moça que tem tanta bagagem estranha quanto ele, faz tanta cagada quanto ele, faz tanto mea culpa quanto ele. E finalmente ele disse que a amava. E finalmente eles se beijaram. Aleluia.

Quanto ao Webber: ele é excelente. Amo o personagem, é claro. Mas eu não estou preocupada com ele. James Pickens tem o contrato assinado até o final da próxima temporada e, se não fosse por isso, o Richard quase não tem tanto destaque mais. Não é mais o chief, a mulher dele já morreu (RIP Adele), então o quê mais? Nessa finale, ficou óbvio que ele ganhou mais destaque no plot do ataque de nervos da Bailey exatamente porque causa dessa acidente. Shonda má! Não vejo porque ele morreria exatamente por isso, Shondita gosta de matar aqueles que mais amamos. Lógico que amamos Richard, mas a perda dele não seria a mesma coisa que foi a perda do Mark e da Lexie, DAS QUAIS EU AINDA NÃO ME RECUPEREI. NUNCA ESQUECEREI DR MCSTEAMY. JAMAIS DEIXAREI DE AMAR LEXIPEDIA.

E é isso.
Te vejo em setembro, Grey’s Anatomy!

P.S.: Adiciona eu no orangotag!

Mother, só tem uma

<3

Das 28 (oi!) séries que eu assisto, a favorita do meu coraçãozinho é How I Met Your Mother. Comecei a assistir lá em 2006 porque baixei por engano o episódio piloto (risos) e não parei mais. Todas as piadas internas, a cumplicidade, as pisadas na bola, todo o carinho, todo o perdão. Ganhou meu coração.

E daí, já estamos indo para a nona – e última –temporada. Ontem, na season finale da oitava temporada, sete anos depois do primeiro episódio, nos foi finalmente apresentada a Mother.

E NÃO LEIA MAIS SE NÃO QUISER ACHAR SPOILERS! 🙂

Ela ainda não tem nome, sua aparição foi muito pequenininha, bem no fim do episódio, e essa é a carinha dela:

oi, eu sou a mother

One ticket to Fairhampton, please?

Eu não vou dizer que todos vocês que tão aí reclamando pra caralho da mãe e dizendo que ela é sem graça comem cocô, porque né.
Mas gente, vocês comem? A mother é Cristin-fuckin-Millioti. A mulher já ganhou até Tony. Gente sem graça não ganha Tony.
A gente precisa ver os dois juntos antes de achar tudo uma bela merda. Vai que funciona?

Muitos reclamaram que “ah, poxa, mas eu gostava tanto da Robin com o Ted”. Eu também gostava. Mas a gente sabia, desde que Ted começou a se referir a ela como “aunt Robin”, que ela não seria a mãe. E a gente também sabia que nenhuma das outras (Victoria, Stella, Zoey) seria. Quer dizer, teria sido Victoria ou Stella – e até mesmo a Robin – se a série tivesse de acabar sem um final planejado, decidido, como vai acabar no ano que vem. E eu sinceramente prefiro a Robin com o Barney. Que graça teria o legendário Barney Stinson se ele não crescesse, como todos os outros personagens? E, convenhamos, ele não poderia jamais se casar com alguém que ele conhecesse usando as táticas do playbook. Não faria o menor sentido. Lily já estava comprometida com o Marshall quando a série começou. NPH é gay, mas o Barney não. Então quem sobra? Sim, Robin.

Não sei que furor é esse que vocês estão sentindo “aaaahhh que sem graça, ele só a conhece no dia do casamento, pfffff”. Gente! Have faith! Reclamar que nem uns malucos não vai fazer a série começar a andar do jeito que vocês resolverem que vai. Ele ainda não a conheceu, então que ódio é esse de revelarem pra gente o rosto dela?

Eu acho que vai dar um frio na barriga a mais, um quê de sabermos onde cada um dos dois está, e, aos poucos, os caminhos deles se encontrarem. ❤

Como sempre, ainda não decidi se acho maravilindo ou muito triste já terem revelado a mãe. Quer dizer que a série vai acabar, mesmo.  E eu sei que já está mais do que na hora, mas… ah. É claro que eu vou baixar tudo de novo, desde a primeira temporada, pra me despedir propriamente quando chegar a hora.

Já to com saudade.

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sou doente

sou doente

ai, gente

Então eu achei que este singelo blog tinha visitantes demais e caí na BESTEIRA de olhar os termos de busca do Google. Pra quê, né?

Top 3 (na minha cabecinha NORMAL):

3 – caralho mole
queridos, a vida já não está boa e vocês me vem procurar caralho mole aqui no blog? se aqui tivesse caralho, este caralho seria duro. vamos combinar

2 – o que eu entendo por auto conhecimento
amigos, não está dando pra fazer trabalho de escola na wikipedia esses dias, ces acham que vai dar pra fazer aqui? dsclp, não.

1 – sobrinho tentando comer a tia
GENTE, NÃO. APENAS NÃO. pelamor

Segunda-feira (sempre ela!)

Daí que, com tudo o que me aconteceu hoje; tipo dor de barriga no meio da estrada, tipo chegar atrasada no trabalho e depois no fórum e depois – porque não? – na vida, tipo perder o celular pela milionésima vez desde que me mudei pra essa cidade que só faz me deixar maluca; eu imaginei que fosse chegar em casa, comer qualquer coisa, tomar um banho morno e dormir loucamente.

Não dormi e fiquei aqui tentando administrar a vontade de sentar ali no cantinho e chorar, porque né, muito mais adulto. Muito mais maduro.  Sei lá com que forças estarei de pé às seis da manhã de amanhã, mas vamos lá: pensamento positivo e uma abinha do chrome aberta no http://kukuklok.com/, que é pra dar uma força.

Ou, né, foda-se essa porra toda e que meu pau cresça. Ou não, porque eu to dura pra caralho e, pelas minhas contas, a qualquer momento do dia ou da noite eu vou me achar na calçada com todos os meus pertences em sacolinhas do Super Bom – parêntese aqui: outro dia não deu tempo de lavar a cabeça e eu tive que prender a franja oleosa com clipes de papel, fecha parêntese.

Acho que escrevo essas coisas pra o dia em que eu ficar RYCAH, MUAH, ler isso aqui e ter um daqueles papos blablabla não esqueço de onde eu venhzzzzzz com as pessoas, porque né. Nada mais justifica gastar as teclinhas do notebook com isso.

Vou ver smash que eu ganho mais.

Então.

Daí a vida mudou num pulo e eu to aqui, guardando no coração o beijo que uma mocinha de uns 2 anos jogou pra mim na fila do supermercado, porque né: vamos guardar as boas coisas da vida.

E eu descobri que tudo se resume a: sentir saudade. Muitas. Imensas. Infinitas. De todo mundo. Do som de uma risada. De um “acorda, pincesa”. De umas fofocas descaradas ao telefone. De dividir um cachorro quente empoeirado (e, olha, pra se sentir saudade até de um cachorro quente empoeirado é porque tá foda).

2013, seu lindo. Estou te amando, apesar de às vezes você se esforçar MUITO pra não ser assim.

To bem, to saudável, ando muito a pé. Tem muita cafeína e muita nicotina no meu dia também, mas me deixa. To ruim de grana, mas a maioria das pessoas legais que eu conheço estão também. Tá dando pro aluguel e pra cerveja do fim de semana, to boa.

Até que enfim.