Segunda-feira (sempre ela!)

Daí que, com tudo o que me aconteceu hoje; tipo dor de barriga no meio da estrada, tipo chegar atrasada no trabalho e depois no fórum e depois – porque não? – na vida, tipo perder o celular pela milionésima vez desde que me mudei pra essa cidade que só faz me deixar maluca; eu imaginei que fosse chegar em casa, comer qualquer coisa, tomar um banho morno e dormir loucamente.

Não dormi e fiquei aqui tentando administrar a vontade de sentar ali no cantinho e chorar, porque né, muito mais adulto. Muito mais maduro.  Sei lá com que forças estarei de pé às seis da manhã de amanhã, mas vamos lá: pensamento positivo e uma abinha do chrome aberta no http://kukuklok.com/, que é pra dar uma força.

Ou, né, foda-se essa porra toda e que meu pau cresça. Ou não, porque eu to dura pra caralho e, pelas minhas contas, a qualquer momento do dia ou da noite eu vou me achar na calçada com todos os meus pertences em sacolinhas do Super Bom – parêntese aqui: outro dia não deu tempo de lavar a cabeça e eu tive que prender a franja oleosa com clipes de papel, fecha parêntese.

Acho que escrevo essas coisas pra o dia em que eu ficar RYCAH, MUAH, ler isso aqui e ter um daqueles papos blablabla não esqueço de onde eu venhzzzzzz com as pessoas, porque né. Nada mais justifica gastar as teclinhas do notebook com isso.

Vou ver smash que eu ganho mais.

Então.

Daí a vida mudou num pulo e eu to aqui, guardando no coração o beijo que uma mocinha de uns 2 anos jogou pra mim na fila do supermercado, porque né: vamos guardar as boas coisas da vida.

E eu descobri que tudo se resume a: sentir saudade. Muitas. Imensas. Infinitas. De todo mundo. Do som de uma risada. De um “acorda, pincesa”. De umas fofocas descaradas ao telefone. De dividir um cachorro quente empoeirado (e, olha, pra se sentir saudade até de um cachorro quente empoeirado é porque tá foda).

2013, seu lindo. Estou te amando, apesar de às vezes você se esforçar MUITO pra não ser assim.

To bem, to saudável, ando muito a pé. Tem muita cafeína e muita nicotina no meu dia também, mas me deixa. To ruim de grana, mas a maioria das pessoas legais que eu conheço estão também. Tá dando pro aluguel e pra cerveja do fim de semana, to boa.

Até que enfim.

As vezes é muitíssimo chato não ter porte de arma

Preciso acordar às sete. Nunca fui excelente em acordar cedo, mas as coisas funcionam quando eu durmo, tipo, muito cedo.
Hoje eu consegui dormir cedo. Até dez pra uma, que foi quando dois dos meus vizinhos acharam de bom tom vir conversar em voz alta na.minha.porta. Chuchu beleza de lidar, to gata, to linda.
Deitei de novo e outro vizinho achou maneiro buzinar a porra de uma moto debaixo da minha janela durante quarenta minutos.
E tá lá, minha gente, buzinando aquela merda até agora.
Hoje tá muito difícil não perder a fé no bom senso das pessoas, viu.

Speechless

Faz tanto tempo desde a última vez em que eu escrevi aqui e tanta coisa mudou.  Acontece que, de alguma forma, tudo continua tão igual. E eu quis tanto escrever, tirar um pouco isso de mim, até o fiz, mas nada me pareceu bom o suficiente ou interessante o suficiente. Exatamente porque quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas e isso. é tão. cansativo.
Tem tanta gente pra quem eu preciso ligar, não só gente que pode realmente mudar o cenário, mas gente de quem eu preciso por motivos de preciso. E daí eu to  aqui incapaz de pegar o telefone e vai saber porque.
E não fosse o suficiente estar super precisada daquela terapia a gata resolve que dá estágio com pessoas loucas, então tá. Eu queria apenas comentar que apareço (quando apareço) depois das 9h e saio antes das 15h30m e ainda assim teve nega que me achou ~~ameaçadora o suficiente para simular que eu furtei coisas do escritório. risos. muitos risos.
Uma vida resumida em sentir que se está a milhas e milhas e milhas de qualquer lugar decente. Em qualquer momento da vida. Em qualquer fragmento de sonho.

***

– Pai, to tão insatisfeita com a minha vida.
– Todo mundo tá insatisfeito. Tem gente que finge melhor.

***

Uma biblioteca linda no escritório, cheia de títulos deliciosos. A gata escolhe para ler nesta semana super legal: Amar, verbo intransitivo. Só queria que todos soubessem que se a vida está um saco a culpa disso é toda minha.
Pelo menos o boy tá barbudo (depois de uma insistência sem fim, acho que ele desistiu) e me ama.